
Projeto Diálogos Comunitários
O projeto “Diálogos Comunitários” tem como proposta proporcionar o intercâmbio entre a sociedade e instituições sócio-culturais de Niterói, em seus diferentes segmentos – arte, dança, música, teatro e audiovisual, apresentando aos espectadores a identidade e as especificidades de cada produção cultural e de cada comunidade. O projeto está aprovado na lei da Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro – ICMS.
Existem várias ações culturais pulverizadas pela cidade de Niterói, que não se conhecem nem trocam informações por falta de oportunidades, de recursos e de espaços adequados. O projeto prevê a realização de todas as atividades na sede da Oficina do Parque, que foi construída com recursos não reembolsáveis do BNDES e inaugurada em fevereiro de 2007. Anexo a esta sede, em parceria com a empresa SOTTER, estamos na fase final de construção de um palco de 25 mts² com um camarim, dois vestiários e uma área coberta de platéia com capacidade para receber até 200 pessoas. Com a finalização desta obra, passaremos a ter o único palco da cidade direcionado a comunidades populares.
OBJETIVO PRINCIPAL
Promover o intercâmbio cultural social na cidade de Niterói, estabelecendo a aproximação entre as manifestações culturais de periferia nos seus diferentes bairros, contribuindo para o acesso a cultura por camadas da sociedade menos favorecidas.
OBJETIVO ESPECÍFICO
Realizar apresentações durante 04 dias, beneficiando diretamente mais de mil pessoas, entre público, artistas e organizadores.
Como proposta inicial criamos algumas “conversas” entre diferentes manifestações artísticas e estamos propondo sua realização:
Concertos clássicos x performances teatrais percussivas
- Apresentação de concertos clássicos com performances teatrais percussivas. Dialogo entre as partituras e os conceitos musicais tradicionais e as diferentes formas de utilização de sucatas e materiais provenientes do reaproveitamento do lixo.
Personagens circenses x estátuas vivas
- Encontro entre os personagens circenses como palhaços, pernas de pau e malabaristas com as Estatuas Vivas. Dialogo entre o universo lúdico de personagens hiperativos e personagens estáticos.
Exibição de filmes x exposição fotográfica
- Exibição de 5 curtas metragens do gênero documentário em uma sala com exposição de fotografias. Dialogo entre a imagem em movimento e a imagem estática.
Esquetes x exposição de desenhos
- Apresentações de 10 esquetes teatrais no espaço com exposição de desenhos. Dialogo entre a arte cênica que prioriza a interpretação, o movimento e o roteiro, e a arte visual cujo enfoque esta voltado para a representação estática, mas com o movimento dos traços.
Dança clássica x vídeo instalação
- Realização de um espetáculo de dança em um espaço preenchido com vídeo, através de projeções. Dialogo entre a dança clássica e a produção contemporânea de vídeos com a total liberdade temática e de criação.
Choro x grafite
- Apresentação de um grupo de choro com a pintura de um painel de grafite. Dialogo entre a primeira música popular urbana típica do Brasil e a arte de rua que ganhou reconhecimento nas galerias há poucos anos atrás.
Brechó literário
- Troca de livros, revistas, gibis, catálogos, zines e outras publicações.
Tenda para livre participação
- Inscrições serão abertas para a participação livre de artistas interessados em expor as suas obras ou apresentar seu espetáculo.
Convidados
Convidaremos aproximadamente 12 instituições e/ou manifestações culturais da cidade de Niterói para participarem. Como convidado especial na área de cultura popular teremos a participação do grupo “Cia Teatral de Mistérios e Novidades”.
JUSTIFICATIVA
O projeto “Dialogos Comunitários” prevê a realização de um evento de intercâmbio social, durante 4 dias e beneficiando diretamente mais de mil pessoas, além do benefício indireto para cada comunidade participante que enxergará neste encontro que é possível mostrar seus potenciais. Abre o precedente para que este evento seja apenas o início da socialização cultural comunitária na cidade de Niterói, que a partir deste encontro, as instituições e/ou manifestações culturais possam definitivamente estabelecer parcerias e potencializar suas atividades para fora de suas comunidades.
O projeto prevê ainda que o palco comunitário da Oficina do Parque se torne referência para as comunidades periféricas da cidade e que se transforme no palco principal de todos os movimentos parceiros.
As modalidades artísticas escolhidas, além da comprovada relevância como instrumentos de formação pessoal e social, se justificam pela demanda das comunidades da cidade. O projeto foi concebido com base nos seguintes pilares:
Educação – Fio-condutor do projeto, leva à reflexão, à crítica, à interpretação, à criação, à expressão e à auto-estima (desenvolvimento humano), e à coexistência, à cooperação, à solidariedade e à paz (desenvolvimento social). Conhecer para aprender a pensar, a ser, a fazer e a viver um amanhã melhor.
Cultura – Sistema dinâmico e multidimensional de relações humanas e efeitos sociais, conduz à afirmação do que se é, do que não se é e do que se quer ser, despertando para um mundo voltado para a vida. Fonte inspiradora dos projetos da Oficina do Parque.
Acesso – Cultura sem acesso não é cultura; por si só depende da troca, da circulação, do acesso, que devem ser espontâneos e democráticos. O projeto “Dialogos Comunitários” é social porque socializa oportunidades – de aprender, de pensar, de fazer e de ser, em todas as suas fases.
Coexistência – O projeto “Dialogos Comunitários” irá proporcionar através da própria dinâmica dos conteúdos, uma conscientização da importância de se compartilhar um mesmo mundo com todos, de coexistir, através da cooperação, com todas as comunidades.
Paz – Despertar a consciência na sociedade quanto à importância da paz e do respeito à vida é uma das prioridades do trabalho realizado pela Oficina do Parque, que se encontram muitas vezes vítimas de violência social. O núcleo pedagógico irá monitorar esse processo.
Capacitação – Base para a construção de uma sociedade regida pelos princípios da não-violência e propulsor de transformação social, o projeto contribui para o despertar do interesse aos fazeres artísticos como profissão, motivando o intercâmbio entre as comunidades e seus movimentos culturais.
Políticas públicas – Com isso, a instituição pretende servir como exemplo para o desenvolvimento de políticas públicas, com prioridade para questões ligadas aos direitos culturais, à educação e à valorização da vida.
Direitos da Criança e do Adolescente – Base de todo o trabalho da Oficina do Parque, os Direitos da Criança e do Adolescente norteiam e justificam todas as ações desenvolvidas. Como não poderia deixar de ser, a instituição tem o titulo no CMDCA – Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente.
Continuidade – A preocupação com o amanhã das crianças e jovens beneficiados está presente no planejamento das ações da Oficina do Parque. Para garantir a continuidade das atividades, estamos continuamente em busca de novos parceiros.